Artistas brasileiros LGBTQ para escutar

Lista atualizada em 02/05/2019

O movimento LGBTQ tem crescido ao redor do mundo e com isso vem conquistando mais espaço na mídia e nas artes. Fizemos uma lista com alguns destaques brasileiros na música, contestados ou idolatrados, para você ouvir!

Liniker e os Caramelows Liniker e os Caramelows

Projeto musical que traduz a blackmusic e o soul para uma linguagem contemporânea brasileira, com composições autorais, trazendo como tema central as relações com pessoas e com o mundo. Liniker o vocalista de voz marcante tem um visual andrógino e mistura diversos elementos da cultura negra.

Triz

Triz se diz uma transgênero não binário e lançou o primeiro clipe da sua carreira agora em 2017, da música Elevação Mental. A gente pode esperar coisa boa, do rap ao reggae, vindo por aí.

Cazuza

Cazuza foi um cantor, compositor, poeta e letrista brasileiro. Primeiramente conhecido como vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho, na qual fez bem sucedida parceria com Roberto Frejat, Cazuza posteriormente seguiu carreira solo, sendo aclamado pela crítica como um dos principais poetas da música brasileira. Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual. Em outubro de 2008 a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Cazuza na 34ª posição.

Gloria Groove

Gloria Groove é uma drag queen que ganhou notoriedade na mídia no inicio de 2016 com o videoclipe da sua música, Dona. Com a repercussão, embarcou na turnê Dona Tour, que passou por vários estados do Brasil. Chegou a abrir os shows de drag queens de renome internacional, tais como Sharon Needles e Adore Delano. Em 3 de fevereiro de 2017, Gloria lançou seu álbum de estreia, intitulado O Proceder. As letras são, em sua maioria, retratos de sua vida como gay e drag queen de periferia, trazendo um ponto de vista mais pessoal e contundente.

Rico Dalasam

Rico Dalasam desafia a noção de normalidade na música e nas questões de gênero, inaugurando a cena queer rap do Brasil. Hoje, aos 25 anos de idade, após já ter trabalhado como cabelereiro e editor de moda, ingressou no rap nacional, tornando-se uma das principais apostas da música nacional contemporânea.

Banda Uó

Banda Uó é uma banda brasileira de pop tecnobrega formada em Goiânia. A banda teve seu primeiro destaque na internet, com a versão cover da canção “Whip My Hair” da cantora americana Willow Smith, intitulada “Shake de Amor”.

Pablo Vittar

Pabllo Vittar é um cantor, compositor e drag queen. Sua primeira aparição na TV aconteceu em 2014 no programa “Carona” através da TV Integração, cantando “I Have Nothing” de Whitney Houston. Mais tarde em 2015 Vittar começou a ganhar atenção nas redes sociais após o lançamento do vídeo-clipe de “Open Bar”, releitura de “Lean On” de Major Lazer em parceria com MØ. Em 2017, Vittar conseguiu maior reconhecimento ao lançar seu álbum de estreia Vai Passar Mal, no qual gerou os singles “Todo Dia” e “K.O.”, além de sua participação na canção Sua Cara de Major Lazer em colaboração com Anitta.

Ney Matogrosso

Ex-integrante dos Secos & Molhados (1973-1974), foi o artista que mais se sobressaiu do grupo após iniciar sua carreira solo com o disco Água do Céu – Pássaro (1975) e com suas apresentações subsequentes. É considerado pela revista Rolling Stone como a terceira maior voz brasileira de todos os tempos e, pela mesma revista, trigésimo primeiro maior artista brasileiro de todos os tempos. Ney Matogrosso também é conhecido por suas performances ao vivo. Atribuem a sua maquiagem cênica e seu vestuário exótico desde os anos 70 uma certa mudança de conceitos sobre o comportamento masculino apropriado no Brasil.

Aretuza Lovi

Drag sensação da música nacional e fenômeno da cena LGBT, também faz parte do projeto de humor que viralizou na rede “@Ezatamentchy” e já esteve de frente com a apresentadora Marília Gabriela. No ano de 2016 foi Drag SInger do Amor e Sexo da TV GLOBO. É nesse pique que a performance vem galgando os passos de uma carreira baseada em diversidade e ritmos tipicamente brasileiros.

Johnny Hooker

Johnny Hooker traz o seu amor de volta (ou tira ele para sempre de sua vida). Ganhador na categoria Melhor Cantor no Prêmio da Música Brasileira 2015. Suas músicas são conhecidas por dar vida a trilhas sonoras, como “Volta” (trilha do filme Tatuagem), “Amor Marginal” (trilha da novela Babilônia) e “Alma Sebosa” (Trilha da novela Geração Brasil, na qual Johnny interpretou o personagem Thales Salgado). Seu primeiro disco solo, o aclamado “Eu Vou Fazer uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!” alcançou o 1º lugar na plataforma de streaming Deezer e foi também nº1 no chart MPB do iTunes Brasil.

Mc Linn da Quebrada

Auto-intitulada como terrorista de gênero, bixa, trans, preta e periférica. Cantora, bailarina e performer, Linn encontrou na música – em específico, o funk – uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. Em 2016, a artista lançou os singles “Talento” e “Enviadescer” e neste ano ela abre as atividades com a música “Bixa Preta”.

Jaloo

De Castanhal para o mundo. Há quatro anos, Jaloo – como o paraense Jaime Melo é conhecido no universo dos festivais independentes, moda e design – vem exercitando seu lado musical com uma série de versões únicas para hits, sejam eles covers, remixes ou mashups. Ele já juntou Flora Matos com MIA, fez o hit “Wreckin Ball” (Miley Cyrus) virar Bai Bai, regravou Baby (um clássico na voz de Gal Costa) e na sua lista de remixes (não autorizados, diga-se) tem Beyoncé, Donna Summer, Grace Jones, Robyn, Amy Winehouse e até mesmo, esse oficial, Lucas Santtana.

Lia Clark

Lia Clark é uma drag queen funkeira do litoral de São Paulo. Começou sua carreira como DJ na noite paulistana e ganhou notoriedade em todo território nacional após lançar seu primeiro single, “Trava Trava”, em 2016. A música rapidamente se tornou um hit dominando o carnaval e as pistas de dança LGBTQ, desbundando a onipresente “Baile de Favela” da parada das músicas mais ouvidas do Spotify na sua semana de lançamento.

Lineker

Lineker é bailarino, cantor, performer e diretor. Mineiro natural de Bambuí, reside atualmente na capital paulista. É bacharel em Música e mestre em Artes da Cena pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), universidade na qual também teve grande parte de sua formação em dança pelo departamento de Artes Corporais. Em sua carreira musical, Lineker vem se afirmando como um expressivo intérprete da nova MPB, transitando com versatilidade por estéticas que vão do rock ao samba, à música latina, ao pop e à música experimental vocal.

Caio Prado

Caio Prado é cantor e compositor do Rio de Janeiro que faz poesias suaves ao som do violão.

MC Xuxú

Mc Xuxu é uma MC trans moradora da periferia de Juiz de Fora. Seu primeiro hit foi a música Um Beijo.

As Bahias e a Cozinha Mineira

As Bahias, apelido de Raquel Virgínia e Assucena Assucena, se juntaram ao mineiro Rafael Acerbi e fizeram um tributo a Amy Winehouse e depois formaram a banda As Bahias e a Cozinha Mineira, grupo de MPB com elementos da tropicália.

Mulher Pepita

Mulher Pepita é uma cantora, compositora e produtora de funk que começou a promover seu material em casas noturnas desde 2013, mas foi só em 2014 ela recebeu o sucesso com o lançamento de “Tô a Procura de um Homem”, seu maior hit, e “Negão”. Em Julho de 2015 lançou seu primeiro EP, intitulado “Grandona pra Caralho”.


Faltou alguém de sucesso na lista? Deixa aí nos comentários!

Filmes brasileiros com romance gay

Lista atualizada em 01/01/2016

O cinema nacional está engatinhando quando o assunto é a temática gay. É comum vermos  homossexuais como coadjuvantes, sendo por vezes “alívio cômico”, mas temos bons filmes em que eles são o centro da trama. Confira abaixo uma lista de filmes nacionais que abordam romances gays.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Uma história linda e delicada sobre um garoto cego de 15 anos que descobre o amor com seu colega de classe.

Praia do Futuro

Wagner Moura é um salva-vidas em Fortaleza, que ao tentar sem sucesso salvar um turista do afogamento, conhece um amigo dele, um motoqueiro alemão, com quem tem uma relação e com quem se muda para Berlin, deixando para trás o irmão pequeno. anos mais tarde, o irmão – Jesuíta Barbosa – vai atrás dele. um filme sobre fraternidade e sobre a busca de sentido na vida. seco e angustiante, o melhor filme de Karim Aïnouz.

Teus Olhos Meus

Um produtor musical em crise no relacionamento com outro homem, sai de casa e conhece um jovem músico com quem se identifica profundamente. com o tempo eles acabam tendo uma relação forte, que vai mudar a vida deles. corajoso, com bons atores e bom roteiro, um filme que merece atenção.

Madame Satã

Biografia do lendário criminoso da Lapa carioca nos anos 30. negro, pobre, travesti, malandro, artista, presidiário… uma interpretação memorável de Lázaro Ramos, num ótimo filme de Karin Aïnouz.

Elvis e Madona

Uma história de amor inusitada entre uma entregadora de pizza lésbica e uma cabeleireira travesti, que sonha produzir um show de teatro de revista. comédia romântica original passada em Copacabana com seus tipos mais “diferenciados”.

Do Começo ao Fim

Dois meio-irmãos são muito próximos desde a infância sob o olhar compreensivo da mãe. só isso. o filme tem música intermitente, fotografia de comercial de margarina, atores lindos, mas o roteiro é fraquíssimo, decepcionante do começo ao fim.

Amores Possíveis

Murilo Benício foi ao cinema para encontrar-se com sua colega de faculdade, por quem estava apaixonado, mas ela não aparece. a partir deste ponto o filme avança 15 anos e propõe três caminhos para a vida dele neste período, um casamento convencional, uma vida de buscas incessantes pelo amor verdadeiro ou uma relação homossexual estável, narrada com sobriedade e cuidado. o final, só saberemos no final, ou não.

Como Esquecer

Ana Paula Arósio é uma professora de literatura que é abandonada pela companheira de anos e tenta reconstruir a vida com a ajuda dos amigos e, claro de um novo amor. o filme é chato e arrastado, mas tem a vantagem de encarar a homossexualidade com naturalidade, é apenas um detalhe.

O Beijo da Mulher Aranha

Em uma prisão na América do Sul, dois prisioneiros são colocados na mesma cela, um é homossexual – William Hurt – e foi preso por comportamento imoral, o outro é preso político – Raul Julia. para fugir da dura realidade, o primeiro inventa histórias cheias de mistério protagonizadas pela tal mulher aranha – Sônia Braga lindíssima. a convivência faz com que surja amizade e respeito entre eles. falado em inglês, é o único filme brasileiro a ganhar um Oscar, de melhor ator para Hurt. também foi indicado para melhor filme, roteiro e direção – Hector Babenco.

As Melhores Coisas do Mundo

A vida de um adolescente de classe média paulistana se complica quando os pais se separam, após o pai assumir ser homossexual e ter uma relação  séria com um de seus alunos de pós-graduação. como o personagem diz: “eu não tenho nada contra, mas precisava ser logo com o meu pai?”. ótimo filme de Laís Bodansky.

O Beijo no Asfalto

Após ser atropelado e estar prestes a morrer, um homem pede ao bancário desconhecido – Tarcísio Meira – que o socorreu, que lhe dê um beijo. ele concorda e vira manchete da imprensa sensacionalista e suspeito de assassinato pela polícia. o filme, baseado numa peça célebre de Nélson Rodrigues, nada tem de homossexual, mas trata exatamente do preconceito latente na sociedade da época. dirigido por Bruno Barreto é um filme a ser garimpado.

Nos Embalos de Ipanema

Um surfista pobre da zona norte do Rio – André de Biase -, ganha a vida se prostituindo para a classe alta da zona sul, em especial com um homem mais velho. feito na época das pornochanchadas, em 1978, mas com um inesperado teor social.

Outros filmes:

Do Lado de Fora, Carandiru, Cazuza – O Tempo Não Para, Dzi Croquetes, Pixote – A Lei do Mais Fraco, Cronicamente Inviável, A Festa da Menina Morta, Onda Nova, Asa Branca – Um Sonho Brasileiro, A Intrusa, O Menino e o Vento.


Sabe de mais algum filme que deveria estar na lista? Diz aí nos comentários.