Para nós, brasileiros, é difícil imaginar um domingo sem futebol ou uma Copa do Mundo sem parar o país. Mas em outros cantos do planeta, existem tradições ou inovações esportivas tão apaixonantes quanto as nossas, que movem faturamentos gigantes e torcidas fanáticas. Para além do futebol americano, rugby, baseball, badminton e críquete — que as pessoas até sabem que existem, já viram em filmes, mas não acompanham tanto —, os fãs de esporte precisam descobrir novas modalidades que movem multidões, faturamento bilionário e paixões avassaladoras ao redor do globo.
Como o mundo dos esportes não se resume às Copas ou Olimpíadas, separamos 10 competições e modalidades que são verdadeiros fenômenos em outros países, mas que a maioria dos brasileiros nem imagina que existem. Confira abaixo os esportes profundamente tradicionais que enchem arenas lá fora, mas continuam invisíveis no Brasil:
Futebol Irlandês (ou Futebol Gaélico)
- Onde é febre: Irlanda.
- O que é: Imagine uma mistura de futebol, rugby e basquete. Os jogadores podem carregar a bola com as mãos, mas precisam quicá-la ou chutá-la a cada quatro passos. O gol tem traves de futebol embaixo e traves de rugby em cima (chutar na rede vale 3 pontos; por cima do travessão vale 1).
- Por que vale a pena: A grande final lota o Croke Park, em Dublin, com mais de 80 mil pessoas. O detalhe mais insano? Todos os atletas são estritamente amadores. Eles jogam por amor à sua região.
Futebol Australiano
- Onde é febre: Austrália.
- O que é: Jogado em um campo oval gigante (geralmente de críquete), o “Footy” envolve 18 jogadores de cada lado, pancadaria generalizada (legalizada pelas regras de contato) e saltos acrobáticos espetaculares para agarrar a bola no ar.
- Por que vale a pena: A final da AFL (Australian Football League) é o maior evento esportivo do hemisfério sul, colocando regularmente 100 mil pessoas no Melbourne Cricket Ground. A atmosfera é eletrizante.
Softball
- Onde é febre: Estados Unidos.
- O que é: O irmão mais dinâmico do beisebol. Jogado em um campo menor, com uma bola maior e lançamentos por baixo (subterrâneos), o softbol é um esporte de reflexos absurdos e pura estratégia.
- Por que vale a pena: Nos EUA, a liga universitária feminina (NCAA) atrai audiências de televisão monstruosas, muitas vezes superando as finais do beisebol masculino universitário. A energia das torcidas e a velocidade do jogo são viciantes.
Netbol
- Onde é febre: Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido.
- O que é: Um parente do basquete, mas sem o drible (quicar a bola). Os jogadores têm posições rigidamente definidas que limitam as áreas do campo onde podem pisar, e quem está com a bola só pode dar um passo antes de passar ou arremessar.
- Por que vale a pena: É o principal esporte coletivo feminino nesses países. O dinamismo dos passes rápidos e a precisão dos arremessos fazem dele um esporte de alta intensidade visual.
Padel
- Onde é febre: Espanha, Argentina e crescendo rapidamente na Europa.
- O que é: Uma mistura de tênis e squash, jogada sempre em duplas dentro de uma quadra de vidro. A bola pode bater nas paredes, o que gera ralis longos, dinâmicos e extremamente estratégicos.
- Por que vale a pena: Embora já tenha praticantes no Sul do Brasil, o circuito mundial (Premier Padel) lota arenas na Europa com o mesmo status de grandes torneios de tênis. É o esporte que mais cresce no mundo corporativo europeu.
Hurling
- Onde é febre: Irlanda.
- O que é: Irmão do Futebol Gaélico, é frequentemente chamado de “o esporte de campo mais rápido do mundo”. Os jogadores usam um taco de madeira (hurley) para rebater e carregar uma bola de couro pequena e dura a velocidades que passam de 150 km/h.
- Por que vale a pena: É uma mistura de hóquei, lacrosse e beisebol em ritmo frenético. O nível de habilidade e coragem dos atletas (que jogam sem quase nenhuma proteção além de um capacete) é assustador.
Squash
- Onde é febre: Egito, Inglaterra e EUA.
- O que é: Dois jogadores dividem a mesma quadra fechada por paredes, alternando rebatidas em uma bola de borracha que praticamente não quica (exigindo que os atletas corram agachados o tempo todo).
- Por que vale a pena: O Egito domina o cenário mundial e os torneios da PSA costumam montar quadras inteiramente de vidro transparente em cenários icônicos, como na frente das Pirâmides de Gizé ou dentro da Grand Central Station em Nova York.
Sepak Takraw
- Onde é febre: Sudeste Asiático (Tailândia, Malásia).
- O que é: Essencialmente, é um futevôlei jogado em uma quadra de badminton com uma rede alta e uma bola de vime. A grande diferença? Os atletas dão bicicletas e cortes acrobáticos no ar a mais de dois metros de altura para cortar a bola.
- Por que vale a pena: É um dos esportes mais plásticos e visualmente impressionantes do mundo. Os ralis parecem coreografias de filmes de artes marciais.
Pickleball
- Onde é febre: Estados Unidos (o esporte que mais cresce por lá).
- O que é: Uma mistura de tênis, pingue-pongue e badminton. Jogado em uma quadra menor que a de tênis, com raquetes sólidas e uma bola de plástico perfurada.
- Por que vale a pena: Celebridades como LeBron James, Tom Brady e Drake compraram times profissionais dessa liga. É extremamente dinâmico, rápido e virou uma febre multibilionária no mercado americano.
Frisbee
- Onde é febre: Estados Unidos e Canadá.
- O que é: Jogado em um campo similar ao de futebol americano, o objetivo é passar o Frisbee de jogador em jogador até recebê-lo na zona de pontuação adversária. Quem está com o disco não pode correr.
- Por que vale a pena: O nível de atletismo na liga profissional americana é surreal. Os jogadores dão saltos horizontais inacreditáveis para salvar o disco antes que ele toque o chão. Além disso, o esporte preza pelo Fair Play, muitas vezes sem juízes (os próprios atletas resolvem as faltas).
Além desses, há diversos outros esportes ocultos do público brasileiro como Flag Football, Lacrosse, Kabaddi, Calcio Storico Fiorentino e Raquetebol, mas que são bastante divertidos e competitivos. Faltou algum esporte nessa lista?
